{"id":659,"date":"2026-06-25T18:13:45","date_gmt":"2026-06-25T21:13:45","guid":{"rendered":"https:\/\/consultoriaexato.com.br\/blog\/qual-o-orgao-responsavel-pelo-licenciamento-ambiental\/"},"modified":"2026-06-25T18:13:45","modified_gmt":"2026-06-25T21:13:45","slug":"qual-o-orgao-responsavel-pelo-licenciamento-ambiental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/consultoriaexato.com.br\/blog\/qual-o-orgao-responsavel-pelo-licenciamento-ambiental\/","title":{"rendered":"Qual o \u00f3rg\u00e3o respons\u00e1vel pelo licenciamento ambiental"},"content":{"rendered":"<p>O \u00f3rg\u00e3o respons\u00e1vel pelo licenciamento ambiental varia conforme a escala e o tipo de atividade industrial, mas em S\u00e3o Paulo, por exemplo, a CETESB (Companhia Ambiental do Estado de S\u00e3o Paulo) \u00e9 a autoridade que expede a Licen\u00e7a Pr\u00e9via, Licen\u00e7a de Instala\u00e7\u00e3o e Licen\u00e7a de Opera\u00e7\u00e3o para empreendimentos. Em outros estados, essa compet\u00eancia recai sobre secretarias estaduais de meio ambiente ou \u00f3rg\u00e3os equivalentes, enquanto o IBAMA atua em casos de impacto ambiental nacional ou em biomas protegidos. A confus\u00e3o sobre qual \u00f3rg\u00e3o procurar \u00e9 frequente entre gestores e diretores industriais, especialmente quando a opera\u00e7\u00e3o envolve m\u00faltiplos estados ou quando h\u00e1 d\u00favida entre compet\u00eancia estadual e federal.<\/p>\n<p>Entender essa estrutura \u00e9 essencial para evitar atrasos custosos no processo de licenciamento e garantir que sua ind\u00fastria cumpra todos os requisitos desde o in\u00edcio. Empresas que desconhecem a divis\u00e3o de compet\u00eancias acabam submetendo documenta\u00e7\u00e3o incompleta, acionando o \u00f3rg\u00e3o errado ou perdendo prazos cr\u00edticos. Este artigo detalha como identificar o \u00f3rg\u00e3o correto para sua opera\u00e7\u00e3o e quais s\u00e3o as etapas do processo de licenciamento ambiental que voc\u00ea precisa conhecer.<\/p>\n<h2>Qual o \u00d3rg\u00e3o Respons\u00e1vel pelo Licenciamento Ambiental? Vis\u00e3o Geral<\/h2>\n<p>No Brasil, a compet\u00eancia pelo licenciamento ambiental n\u00e3o recai sobre uma \u00fanica institui\u00e7\u00e3o. Ela \u00e9 distribu\u00edda entre as esferas federal, estadual e municipal, cada uma atuando sobre categorias espec\u00edficas de atividades e empreendimentos conforme o porte, a localiza\u00e7\u00e3o e o potencial de impacto sobre o meio ambiente. Essa divis\u00e3o tem respaldo na Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988, que atribuiu \u00e0 Uni\u00e3o, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Munic\u00edpios a responsabilidade compartilhada pela prote\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n<p>Para o gestor de EHS ou o profissional de compliance industrial, identificar a esfera licenciadora adequada antes de iniciar qualquer processo \u00e9 uma decis\u00e3o estrat\u00e9gica. Encaminhar documenta\u00e7\u00e3o ao \u00f3rg\u00e3o errado gera perda de tempo, retrabalho t\u00e9cnico, custos evit\u00e1veis e, em situa\u00e7\u00f5es mais graves, autua\u00e7\u00f5es por opera\u00e7\u00e3o sem licen\u00e7a v\u00e1lida. Compreender a l\u00f3gica por tr\u00e1s da distribui\u00e7\u00e3o de atribui\u00e7\u00f5es \u00e9, portanto, o primeiro passo concreto de qualquer <a href=\"\/como-funciona-o-licenciamento-ambiental\">processo de licenciamento ambiental<\/a>.<\/p>\n<h3>O Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA) e a Divis\u00e3o de Compet\u00eancias<\/h3>\n<p>O SISNAMA, institu\u00eddo pela Lei Federal n\u00ba 6.938\/1981 (Pol\u00edtica Nacional do Meio Ambiente), \u00e9 a estrutura que organiza os \u00f3rg\u00e3os e entidades voltados \u00e0 prote\u00e7\u00e3o ambiental no pa\u00eds. Comp\u00f5e-se de um \u00f3rg\u00e3o superior (o Conselho de Governo), um \u00f3rg\u00e3o consultivo e deliberativo (o CONAMA), um \u00f3rg\u00e3o central (o Minist\u00e9rio do Meio Ambiente e Mudan\u00e7a do Clima), um \u00f3rg\u00e3o executor (o IBAMA), al\u00e9m dos \u00f3rg\u00e3os seccionais estaduais e dos \u00f3rg\u00e3os locais municipais.<\/p>\n<p>Dentro do SISNAMA, a distribui\u00e7\u00e3o de atribui\u00e7\u00f5es para o licenciamento segue uma l\u00f3gica de subsidiariedade: o ente federativo mais pr\u00f3ximo da atividade \u00e9 o licenciador preferencial, desde que disponha de capacidade t\u00e9cnica e institucional para tanto. Quando o impacto ultrapassa as fronteiras estaduais ou envolve bens da Uni\u00e3o, a atribui\u00e7\u00e3o migra para o n\u00edvel federal. Essa l\u00f3gica foi consolidada e detalhada pela Lei Complementar n\u00ba 140\/2011, abordada em se\u00e7\u00e3o espec\u00edfica mais adiante.<\/p>\n<h2>Os Tr\u00eas N\u00edveis de Licenciamento Ambiental no Brasil<\/h2>\n<p>A estrutura tripartite de compet\u00eancias \u00e9 o ponto de partida para qualquer an\u00e1lise de licenciamento. Cada n\u00edvel possui crit\u00e9rios objetivos que determinam sua atua\u00e7\u00e3o, e o enquadramento incorreto pode invalidar todo o processo. A seguir, os tr\u00eas n\u00edveis e seus principais crit\u00e9rios de acionamento.<\/p>\n<h3>Licenciamento Ambiental Federal: quando \u00e9 compet\u00eancia do IBAMA<\/h3>\n<p>O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (IBAMA) \u00e9 o \u00f3rg\u00e3o executor do SISNAMA no \u00e2mbito federal e atua como licenciador nas situa\u00e7\u00f5es em que o impacto ambiental potencial transcende as fronteiras de um \u00fanico estado ou envolve bens, servi\u00e7os e interesses da Uni\u00e3o. S\u00e3o exemplos t\u00edpicos de atividades sujeitas ao licenciamento federal:<\/p>\n<ul>\n<li>Empreendimentos localizados em dois ou mais estados (rodovias federais, gasodutos interestaduais, linhas de transmiss\u00e3o de energia);<\/li>\n<li>Atividades desenvolvidas em mar territorial, zona cont\u00edgua, zona econ\u00f4mica exclusiva, plataforma continental e terras ind\u00edgenas;<\/li>\n<li>Usinas hidrel\u00e9tricas com reservat\u00f3rio abrangendo mais de um estado;<\/li>\n<li>Atividades militares que dependam de licen\u00e7a ambiental;<\/li>\n<li>Empreendimentos com significativo impacto ambiental de \u00e2mbito nacional ou regional, conforme tipologia definida pelo CONAMA e pela pr\u00f3pria LC 140\/2011.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Vale destacar que o IBAMA tamb\u00e9m pode atuar supletivamente quando o estado ou munic\u00edpio n\u00e3o dispuser de \u00f3rg\u00e3o ambiental estruturado ou quando houver omiss\u00e3o do ente competente. Nesse cen\u00e1rio, a institui\u00e7\u00e3o federal assume temporariamente a fun\u00e7\u00e3o licenciadora at\u00e9 que a situa\u00e7\u00e3o seja regularizada.<\/p>\n<h3>Licenciamento Ambiental Estadual: quando \u00e9 compet\u00eancia dos \u00f3rg\u00e3os estaduais (ex.: IMA, CETESB, SEMAD)<\/h3>\n<p>A maior parte dos empreendimentos industriais de m\u00e9dio e grande porte no Brasil passa pelo licenciamento conduzido pelos \u00f3rg\u00e3os estaduais de meio ambiente. Cada estado mant\u00e9m sua pr\u00f3pria estrutura, com denomina\u00e7\u00f5es, procedimentos e exig\u00eancias distintas. Entre os mais relevantes para a ind\u00fastria nacional, destacam-se:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>CETESB<\/strong> (Companhia Ambiental do Estado de S\u00e3o Paulo) \u2014 SP;<\/li>\n<li><strong>FEAM\/SUPRAM<\/strong> (Funda\u00e7\u00e3o Estadual do Meio Ambiente \/ Superintend\u00eancias Regionais) \u2014 MG;<\/li>\n<li><strong>INEA<\/strong> (Instituto Estadual do Ambiente) \u2014 RJ;<\/li>\n<li><strong>SEMA\/IAT<\/strong> (Secretaria de Estado do Meio Ambiente \/ Instituto \u00c1gua e Terra) \u2014 PR;<\/li>\n<li><strong>FEPAM<\/strong> (Funda\u00e7\u00e3o Estadual de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental) \u2014 RS;<\/li>\n<li><strong>IMA<\/strong> (Instituto do Meio Ambiente) \u2014 SC e AL (com nomenclaturas distintas);<\/li>\n<li><strong>SEMAD\/SECIMA<\/strong> \u2014 GO;<\/li>\n<li><strong>SEMAS<\/strong> \u2014 PA;<\/li>\n<li><strong>IMASUL<\/strong> \u2014 MS.<\/li>\n<\/ul>\n<p>S\u00e3o submetidas aos \u00f3rg\u00e3os estaduais as atividades cujos impactos se restrinjam ao territ\u00f3rio de um \u00fanico estado e que n\u00e3o se enquadrem nos crit\u00e9rios de atribui\u00e7\u00e3o federal ou municipal. Isso abrange a maioria das ind\u00fastrias qu\u00edmicas, metal\u00fargicas, de alimentos, t\u00eaxteis, de papel e celulose, postos de combust\u00edvel de grande porte, aterros sanit\u00e1rios, entre outras. Para quem opera em S\u00e3o Paulo, por exemplo, entender <a href=\"\/o-que-e-licenciamento-ambiental-cetesb\">o que \u00e9 o licenciamento ambiental CETESB<\/a> \u00e9 fundamental para dimensionar prazos e exig\u00eancias documentais.<\/p>\n<h3>Licenciamento Ambiental Municipal: quando \u00e9 compet\u00eancia dos \u00f3rg\u00e3os municipais<\/h3>\n<p>O licenciamento municipal \u00e9 o menos explorado no universo industrial, mas vem ganhando relev\u00e2ncia \u00e0 medida que munic\u00edpios estruturam seus \u00f3rg\u00e3os ambientais. A atribui\u00e7\u00e3o municipal aplica-se a empreendimentos e atividades de impacto estritamente local \u2014 aqueles cujos efeitos se limitam ao territ\u00f3rio do munic\u00edpio e que n\u00e3o estejam sujeitos ao licenciamento estadual ou federal.<\/p>\n<p>Exemplos t\u00edpicos incluem pequenas empresas de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, estabelecimentos comerciais com gera\u00e7\u00e3o de efluentes ou res\u00edduos em volume moderado, pequenas obras de infraestrutura urbana e atividades de baixo potencial poluidor definidas em legisla\u00e7\u00e3o estadual como deleg\u00e1veis ao munic\u00edpio. Para exercer essa atribui\u00e7\u00e3o, o munic\u00edpio precisa contar com \u00f3rg\u00e3o ambiental estruturado, conselho de meio ambiente ativo e, em muitos estados, celebra\u00e7\u00e3o de conv\u00eanio ou instrumento formal de delega\u00e7\u00e3o com o \u00f3rg\u00e3o estadual.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, boa parte dos munic\u00edpios brasileiros ainda n\u00e3o re\u00fane condi\u00e7\u00f5es suficientes para conduzir o licenciamento de forma aut\u00f4noma, fazendo com que a atribui\u00e7\u00e3o retorne ao estado. O gestor de EHS deve verificar essa condi\u00e7\u00e3o antes de definir a estrat\u00e9gia de regulariza\u00e7\u00e3o da sua opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>Lei Complementar 140\/2011: A Norma que Define as Compet\u00eancias de Cada Ente<\/h2>\n<p>Antes da publica\u00e7\u00e3o da Lei Complementar n\u00ba 140, de 8 de dezembro de 2011, a divis\u00e3o de atribui\u00e7\u00f5es entre os entes federativos no licenciamento ambiental era fonte recorrente de conflitos, sobreposi\u00e7\u00f5es e inseguran\u00e7a jur\u00eddica. A LC 140\/2011 veio fixar normas de coopera\u00e7\u00e3o entre Uni\u00e3o, Estados, Distrito Federal e Munic\u00edpios nas a\u00e7\u00f5es administrativas decorrentes do exerc\u00edcio da compet\u00eancia comum prevista no artigo 23 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, especialmente no que se refere ao licenciamento ambiental. A norma estabeleceu, de forma objetiva, que <strong>apenas um ente federativo \u00e9 respons\u00e1vel pelo licenciamento de cada empreendimento<\/strong> \u2014 eliminando, ao menos formalmente, a exig\u00eancia de licen\u00e7as simult\u00e2neas de inst\u00e2ncias distintas para a mesma atividade.<\/p>\n<h3>O que Diz o Artigo 7\u00ba da LC 140\/2011 sobre a Compet\u00eancia Federal<\/h3>\n<p>O artigo 7\u00ba da LC 140\/2011 enumera as a\u00e7\u00f5es administrativas da Uni\u00e3o em mat\u00e9ria ambiental, incluindo o licenciamento de empreendimentos e atividades:<\/p>\n<ul>\n<li>Localizados ou desenvolvidos conjuntamente no Brasil e em pa\u00eds lim\u00edtrofe;<\/li>\n<li>Localizados ou desenvolvidos no mar territorial, na plataforma continental ou na zona econ\u00f4mica exclusiva;<\/li>\n<li>Localizados ou desenvolvidos em terras ind\u00edgenas;<\/li>\n<li>Localizados ou desenvolvidos em unidades de conserva\u00e7\u00e3o institu\u00eddas pela Uni\u00e3o, exceto em \u00c1reas de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental (APAs);<\/li>\n<li>Localizados ou desenvolvidos em dois ou mais estados;<\/li>\n<li>De car\u00e1ter militar, excetuando-se do licenciamento ambiental, nos termos de ato do Poder Executivo Federal;<\/li>\n<li>Destinados a pesquisar, lavrar, produzir, beneficiar, transportar, armazenar e dispor material radioativo, em qualquer est\u00e1gio, ou que utilizem energia nuclear em qualquer de suas formas e aplica\u00e7\u00f5es;<\/li>\n<li>Que atendam tipologia estabelecida por ato do Poder Executivo Federal, a partir de proposi\u00e7\u00e3o de comiss\u00e3o tripartite nacional, levando em considera\u00e7\u00e3o o porte, o potencial poluidor e a natureza da atividade ou empreendimento.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Esse \u00faltimo item \u00e9 especialmente relevante para o setor produtivo: a tipologia federal pode ser atualizada por ato do Executivo, o que exige acompanhamento cont\u00ednuo da regulamenta\u00e7\u00e3o para garantir que o enquadramento do empreendimento permane\u00e7a correto.<\/p>\n<h3>O que Diz o Artigo 8\u00ba da LC 140\/2011 sobre a Compet\u00eancia Estadual<\/h3>\n<p>O artigo 8\u00ba da LC 140\/2011 atribui aos estados a compet\u00eancia para licenciar empreendimentos e atividades que n\u00e3o se enquadrem na esfera federal e que causem ou possam causar impacto ambiental de \u00e2mbito regional ou local. Na pr\u00e1tica, o estado funciona como licenciador residual \u2014 ou seja, se a atividade n\u00e3o se encaixa nos crit\u00e9rios federais ou municipais, cabe ao estado conduzi-la.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o artigo 8\u00ba autoriza os estados a delegar aos munic\u00edpios o licenciamento de atividades de impacto local, desde que o munic\u00edpio atenda aos requisitos de capacidade institucional previstos na pr\u00f3pria lei. Essa delega\u00e7\u00e3o deve ser formalizada e n\u00e3o ocorre de forma autom\u00e1tica.<\/p>\n<h3>O que Diz o Artigo 9\u00ba da LC 140\/2011 sobre a Compet\u00eancia Municipal<\/h3>\n<p>O artigo 9\u00ba da LC 140\/2011 circunscreve a atua\u00e7\u00e3o dos munic\u00edpios no licenciamento ambiental a empreendimentos e atividades que causem ou possam causar <strong>impacto ambiental de \u00e2mbito local<\/strong>, assim definidos pela legisla\u00e7\u00e3o ou por instrumento normativo estadual. Para exercer essa atribui\u00e7\u00e3o, o munic\u00edpio deve:<\/p>\n<ul>\n<li>Possuir \u00f3rg\u00e3o ambiental capacitado, assim entendido como aquele que disp\u00f5e de t\u00e9cnicos pr\u00f3prios ou contratados mediante conv\u00eanio para realizar an\u00e1lise, vistoria e emiss\u00e3o de licen\u00e7a;<\/li>\n<li>Ter conselho de meio ambiente ativo;<\/li>\n<li>Cumprir os requisitos estabelecidos pelo estado para a delega\u00e7\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o licenciadora.<\/li>\n<\/ul>\n<p>O artigo 9\u00ba tamb\u00e9m prev\u00ea que os munic\u00edpios podem observar os crit\u00e9rios federais e estaduais no exerc\u00edcio do licenciamento, assegurando coer\u00eancia sist\u00eamica dentro do SISNAMA.<\/p>\n<h2>Lei 15.190\/2025: Atualiza\u00e7\u00f5es Recentes nas Regras de Licenciamento Ambiental<\/h2>\n<p>Ap\u00f3s anos de tramita\u00e7\u00e3o legislativa, o Brasil aprovou a Lei Federal n\u00ba 15.190, de 2025, que atualiza e complementa o marco legal do licenciamento ambiental no pa\u00eds. Trata-se da altera\u00e7\u00e3o mais significativa no arcabou\u00e7o regulat\u00f3rio ambiental desde a pr\u00f3pria LC 140\/2011, com impacto direto sobre empresas de todos os portes que dependem de licen\u00e7as para operar.<\/p>\n<h3>Principais Mudan\u00e7as Trazidas pela Nova Lei de Licenciamento Ambiental<\/h3>\n<p>A Lei 15.190\/2025 introduziu altera\u00e7\u00f5es estruturais no processo de licenciamento federal e influenciou os procedimentos estaduais. Entre as modifica\u00e7\u00f5es mais relevantes para a gest\u00e3o industrial e para o compliance ambiental, destacam-se:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Modalidades de licenciamento diferenciadas:<\/strong> a nova lei consolida e expande as modalidades dispon\u00edveis \u2014 ordin\u00e1rio, por ades\u00e3o e compromisso (LAC) e autodeclarat\u00f3rio \u2014, permitindo que atividades de baixo impacto utilizem procedimentos simplificados, com prazos mais curtos e menor carga documental;<\/li>\n<li><strong>Prazos m\u00e1ximos para an\u00e1lise:<\/strong> foram estabelecidos limites mais r\u00edgidos para manifesta\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os licenciadores, com previs\u00e3o de aprova\u00e7\u00e3o t\u00e1cita em casos espec\u00edficos de omiss\u00e3o do poder p\u00fablico, reduzindo a incerteza para o setor produtivo;<\/li>\n<li><strong>Integra\u00e7\u00e3o de procedimentos:<\/strong> a lei avan\u00e7a na articula\u00e7\u00e3o entre o licenciamento ambiental e outros procedimentos administrativos, como outorgas de uso de recursos h\u00eddricos e autoriza\u00e7\u00f5es de supress\u00e3o vegetal, buscando eliminar sobreposi\u00e7\u00f5es e duplicidades;<\/li>\n<li><strong>Crit\u00e9rios objetivos de enquadramento:<\/strong> foram definidos par\u00e2metros mais claros para a classifica\u00e7\u00e3o de atividades por porte e potencial poluidor, reduzindo a margem de discricionariedade dos \u00f3rg\u00e3os na fase de enquadramento;<\/li>\n<li><strong>Regulariza\u00e7\u00e3o ambiental:<\/strong> a norma prev\u00ea mecanismos espec\u00edficos para regulariza\u00e7\u00e3o de empreendimentos que operavam sem licen\u00e7a ou com licen\u00e7a vencida, com condi\u00e7\u00f5es e prazos definidos para adequa\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li><strong>Responsabilidade t\u00e9cnica:<\/strong> foram ampliadas as exig\u00eancias de responsabilidade t\u00e9cnica sobre estudos ambientais, com implica\u00e7\u00f5es diretas para consultores e empresas que elaboram EIAs, RIMAs e demais documentos t\u00e9cnicos.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Para as ind\u00fastrias com processos de licenciamento em andamento, \u00e9 essencial avaliar se as novas regras afetam prazos, condicionantes ou a modalidade de licen\u00e7a aplic\u00e1vel. A transi\u00e7\u00e3o entre o regime anterior e o novo marco exige aten\u00e7\u00e3o redobrada do respons\u00e1vel por compliance ambiental.<\/p>\n<h2>Como Identificar o \u00d3rg\u00e3o Correto para o Seu Licenciamento Ambiental<\/h2>\n<p>Determinar o \u00f3rg\u00e3o licenciador competente n\u00e3o \u00e9 uma tarefa simples em muitos cen\u00e1rios. Embora os crit\u00e9rios gerais estejam estabelecidos na LC 140\/2011 e na Lei 15.190\/2025, a aplica\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica depende de vari\u00e1veis espec\u00edficas de cada empreendimento. Um erro nessa defini\u00e7\u00e3o pode significar meses de tramita\u00e7\u00e3o perdidos e a necessidade de reiniciar o procedimento do zero. Para entender melhor <a href=\"\/porque-e-necessario-o-licenciamento-ambiental\">por que o licenciamento ambiental \u00e9 necess\u00e1rio<\/a> e quais s\u00e3o as consequ\u00eancias de operar sem ele, \u00e9 importante compreender a l\u00f3gica regulat\u00f3ria como um todo.<\/p>\n<h3>Crit\u00e9rios para Definir a Compet\u00eancia: Localiza\u00e7\u00e3o, Porte e Impacto da Atividade<\/h3>\n<p>A defini\u00e7\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o competente parte de tr\u00eas eixos principais:<\/p>\n<ol>\n<li><strong>Localiza\u00e7\u00e3o:<\/strong> o empreendimento est\u00e1 em terra ind\u00edgena, unidade de conserva\u00e7\u00e3o federal, zona costeira, mar territorial ou abrange mais de um estado? Se sim, a tend\u00eancia \u00e9 que a atribui\u00e7\u00e3o seja federal. Est\u00e1 integralmente dentro de um munic\u00edpio e seus impactos s\u00e3o estritamente locais? A compet\u00eancia pode ser municipal, desde que o munic\u00edpio seja habilitado.<\/li>\n<li><strong>Porte:<\/strong> cada estado mant\u00e9m listas de atividades classificadas por porte (pequeno, m\u00e9dio, grande) e potencial poluidor (baixo, m\u00e9dio, alto). Essa classifica\u00e7\u00e3o determina n\u00e3o apenas o \u00f3rg\u00e3o competente, mas tamb\u00e9m a modalidade de licen\u00e7a e os estudos ambientais exigidos.<\/li>\n<li><strong>Natureza e impacto da atividade:<\/strong> atividades com significativo impacto ambiental de \u00e2mbito nacional ou regional s\u00e3o licenciadas pelo IBAMA, independentemente de estarem fisicamente em um \u00fanico estado. A tipologia dessas atividades \u00e9 definida por resolu\u00e7\u00e3o do CONAMA e por atos do Poder Executivo Federal.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Na pr\u00e1tica, o ponto de partida \u00e9 consultar a legisla\u00e7\u00e3o estadual aplic\u00e1vel \u2014 geralmente uma resolu\u00e7\u00e3o ou decreto que lista as atividades sujeitas ao licenciamento estadual, com seus respectivos portes e potenciais poluidores \u2014 e cruzar essas informa\u00e7\u00f5es com os crit\u00e9rios federais da LC 140\/2011. Para saber <a href=\"\/quem-precisa-de-licenciamento-ambiental\">quem precisa de licenciamento ambiental<\/a> e em que circunst\u00e2ncias, \u00e9 necess\u00e1rio avaliar cada caso individualmente.<\/p>\n<h3>Atividades que Envolvem Mais de um Estado: Quem Licencia?<\/h3>\n<p>Quando um empreendimento est\u00e1 fisicamente instalado em mais de um estado \u2014 como um oleoduto, uma linha de transmiss\u00e3o de energia el\u00e9trica, uma ferrovia ou um rio que serve de divisa interestadual \u2014, a atribui\u00e7\u00e3o \u00e9 do IBAMA. Essa regra est\u00e1 expressa no artigo 7\u00ba, XIV, &#8220;h&#8221; da LC 140\/2011 e \u00e9 aplicada de forma objetiva: basta que a atividade se desenvolva em dois ou mais estados para que a compet\u00eancia seja federal, independentemente do porte ou do potencial poluidor.<\/p>\n<p>H\u00e1, contudo, situa\u00e7\u00f5es lim\u00edtrofes que geram d\u00favida interpretativa: empreendimentos cujos impactos indiretos se propagam para estados vizinhos, mas cuja instala\u00e7\u00e3o f\u00edsica est\u00e1 em um \u00fanico estado. Nesses casos, a jurisprud\u00eancia e os entendimentos do CONAMA t\u00eam apontado que o crit\u00e9rio determinante \u00e9 a localiza\u00e7\u00e3o f\u00edsica do empreendimento, n\u00e3o a extens\u00e3o dos seus efeitos \u2014 salvo nas hip\u00f3teses expressamente previstas em lei.<\/p>\n<h3>Atividades em Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o: Regras Espec\u00edficas de Compet\u00eancia<\/h3>\n<p>Unidades de conserva\u00e7\u00e3o (UCs) institu\u00eddas pela Uni\u00e3o s\u00e3o, em regra, objeto de licenciamento federal pelo IBAMA. Contudo, a LC 140\/2011 trouxe uma exce\u00e7\u00e3o relevante: as <strong>\u00c1reas de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental (APAs)<\/strong> federais n\u00e3o atraem automaticamente a compet\u00eancia do IBAMA. Nelas, o licenciamento segue a regra geral \u2014 conduzido pelo \u00f3rg\u00e3o estadual ou municipal competente, conforme os demais crit\u00e9rios da lei.<\/p>\n<p>Para UCs estaduais, a atribui\u00e7\u00e3o recai sobre o \u00f3rg\u00e3o estadual de meio ambiente, que deve consultar o gestor da unidade durante o processo. Para UCs municipais, a compet\u00eancia pode ser do munic\u00edpio, desde que habilitado. Em todos os casos, empreendimentos dentro ou no entorno imediato de UCs est\u00e3o sujeitos a an\u00e1lises adicionais de compatibilidade com o plano de manejo da unidade, o que tende a tornar o processo mais complexo e demorado.<\/p>\n<h2>Consulta ao PNLA: Como Encontrar o \u00d3rg\u00e3o Licenciador Respons\u00e1vel na Sua Regi\u00e3o<\/h2>\n<p>O Cadastro Nacional de Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o (CNUC) e, especialmente, o <strong>Portal Nacional de Licenciamento Ambiental (PNLA)<\/strong> s\u00e3o ferramentas oficiais que centralizam informa\u00e7\u00f5es sobre os \u00f3rg\u00e3os licenciadores em todo o Brasil. O PNLA, mantido pelo Minist\u00e9rio do Meio Ambiente e Mudan\u00e7a do Clima, disponibiliza uma base de dados dos \u00f3rg\u00e3os integrantes do SISNAMA, com informa\u00e7\u00f5es de contato, legisla\u00e7\u00e3o aplic\u00e1vel e tipologias de atividades licenciadas em cada esfera.<\/p>\n<p>Para utilizar o PNLA na identifica\u00e7\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o competente, o gestor de EHS deve:<\/p>\n<ol>\n<li>Acessar o portal e selecionar o estado onde o empreendimento est\u00e1 localizado;<\/li>\n<li>Identificar o \u00f3rg\u00e3o ambiental estadual e verificar se h\u00e1 delega\u00e7\u00e3o de atribui\u00e7\u00e3o para munic\u00edpios espec\u00edficos;<\/li>\n<li>Consultar a legisla\u00e7\u00e3o estadual listada para verificar as tipologias de atividades e os crit\u00e9rios de enquadramento;<\/li>\n<li>Confirmar se a atividade se enquadra em algum dos crit\u00e9rios de compet\u00eancia federal listados no artigo 7\u00ba da LC 140\/2011.<\/li>\n<\/ol>\n<p>O PNLA n\u00e3o substitui a consulta formal ao \u00f3rg\u00e3o licenciador \u2014 que pode ser feita por meio de of\u00edcio ou formul\u00e1rio espec\u00edfico \u2014, mas \u00e9 um ponto de partida confi\u00e1vel para orientar a estrat\u00e9gia de regulariza\u00e7\u00e3o. Entender <a href=\"\/o-que-e-um-licenciamento-ambiental\">o que \u00e9 um licenciamento ambiental<\/a> em cada esfera facilita essa navega\u00e7\u00e3o entre \u00f3rg\u00e3os e procedimentos.<\/p>\n<h3>Lista dos Principais \u00d3rg\u00e3os Estaduais de Licenciamento Ambiental por Estado<\/h3>\n<p>A seguir, uma refer\u00eancia dos principais \u00f3rg\u00e3os estaduais de licenciamento ambiental no Brasil, organizada por unidade federativa:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>AC<\/strong> \u2014 IMAC (Instituto de Meio Ambiente do Acre)<\/li>\n<li><strong>AL<\/strong> \u2014 IMA (Instituto do Meio Ambiente de Alagoas)<\/li>\n<li><strong>AM<\/strong> \u2014 IPAAM (Instituto de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental do Amazonas)<\/li>\n<li><strong>AP<\/strong> \u2014 SEMA (Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amap\u00e1)<\/li>\n<li><strong>BA<\/strong> \u2014 INEMA (Instituto do Meio Ambiente e Recursos H\u00eddricos)<\/li>\n<li><strong>CE<\/strong> \u2014 SEMACE (Superintend\u00eancia Estadual do Meio Ambiente)<\/li>\n<li><strong>DF<\/strong> \u2014 IBRAM (Instituto Bras\u00edlia Ambiental)<\/li>\n<li><strong>ES<\/strong> \u2014 IEMA (Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos H\u00eddricos)<\/li>\n<li><strong>GO<\/strong> \u2014 SEMAD (Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustent\u00e1vel)<\/li>\n<li><strong>MA<\/strong> \u2014 SEMA (Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais)<\/li>\n<li><strong>MG<\/strong> \u2014 SUPRAM\/FEAM (Superintend\u00eancias Regionais de Meio Ambiente \/ Funda\u00e7\u00e3o Estadual do Meio Ambiente)<\/li>\n<li><strong>MS<\/strong> \u2014 IMASUL (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul)<\/li>\n<li><strong>MT<\/strong> \u2014 SEMA (Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso)<\/li>\n<li><strong>PA<\/strong> \u2014 SEMAS (Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade)<\/li>\n<li><strong>PB<\/strong> \u2014 SUDEMA (Superintend\u00eancia de Administra\u00e7\u00e3o do Meio Ambiente)<\/li>\n<li><strong>PE<\/strong> \u2014 CPRH (Ag\u00eancia Estadual de Meio Ambiente)<\/li>\n<li><strong>PI<\/strong> \u2014 SEMAR (Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos H\u00eddricos)<\/li>\n<li><strong>PR<\/strong> \u2014 IAT (Instituto \u00c1gua e Terra)<\/li>\n<li><strong>RJ<\/strong> \u2014 INEA (Instituto Estadual do Ambiente)<\/li>\n<li><strong>RN<\/strong> \u2014 IDEMA (Instituto de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel e Meio Ambiente)<\/li>\n<li><strong>RO<\/strong> \u2014 SEDAM (Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental)<\/li>\n<li><strong>RR<\/strong> \u2014 FEMARH (Funda\u00e7\u00e3o Estadual do Meio Ambiente e Recursos H\u00eddricos)<\/li>\n<li><strong>RS<\/strong> \u2014 FEPAM (Funda\u00e7\u00e3o Estadual de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental Henrique Lu\u00eds Roessler)<\/li>\n<li><strong>SC<\/strong> \u2014 IMA (Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina)<\/li>\n<li><strong>SE<\/strong> \u2014 SEMA (Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos H\u00eddricos)<\/li>\n<li><strong>SP<\/strong> \u2014 CETESB (Companhia Ambiental do Estado de S\u00e3o Paulo)<\/li>\n<li><strong>TO<\/strong> \u2014 NATURATINS (Instituto Natureza do Tocantins)<\/li>\n<\/ul>\n<p>Cada uma dessas institui\u00e7\u00f5es possui regulamenta\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria, sistemas de protocolo distintos \u2014 alguns j\u00e1 totalmente digitais, outros ainda parcialmente presenciais \u2014 e prazos que variam de forma significativa. Para uma ind\u00fastria com opera\u00e7\u00f5es em m\u00faltiplos estados, esse mapeamento integra o planejamento essencial de conformidade ambiental.<\/p>\n<h2>Perguntas Frequentes sobre \u00d3rg\u00e3os Respons\u00e1veis pelo Licenciamento Ambiental<\/h2>\n<p><strong>O IBAMA \u00e9 sempre o \u00f3rg\u00e3o respons\u00e1vel pelo licenciamento ambiental?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o. O IBAMA atua como licenciador apenas nos casos em que a atribui\u00e7\u00e3o \u00e9 federal, conforme definido no artigo 7\u00ba da LC 140\/2011. Isso abrange empreendimentos localizados em dois ou mais estados, em terras ind\u00edgenas, no mar territorial, em unidades de conserva\u00e7\u00e3o federais (exceto APAs) e atividades de significativo impacto ambiental de \u00e2mbito nacional ou regional. Para a maioria das ind\u00fastrias brasileiras, o processo \u00e9 conduzido pelo \u00f3rg\u00e3o estadual competente \u2014 como a CETESB em S\u00e3o Paulo, o INEA no Rio de Janeiro ou a FEAM em Minas Gerais.<\/p>\n<p><strong>O que acontece quando h\u00e1 conflito de compet\u00eancia entre \u00f3rg\u00e3os federal, estadual e municipal?<\/strong><\/p>\n<p>A LC 140\/2011 estabelece que o licenciamento ambiental \u00e9 atribui\u00e7\u00e3o de apenas um ente federativo por empreendimento, o que teoricamente elimina disputas. Na pr\u00e1tica, quando surgem diverg\u00eancias, a resolu\u00e7\u00e3o passa pela an\u00e1lise dos artigos 7\u00ba, 8\u00ba e 9\u00ba da lei. O \u00f3rg\u00e3o que primeiro iniciou o processo tende a ser reconhecido como competente, mas a quest\u00e3o pode ser submetida ao CONAMA ou ao Poder Judici\u00e1rio quando n\u00e3o h\u00e1 acordo administrativo. Para o empreendedor, a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 obter uma consulta formal de enquadramento antes de dar in\u00edcio ao processo.<\/p>\n<p><strong>Uma atividade pode precisar de licen\u00e7a de mais de um \u00f3rg\u00e3o ao mesmo tempo?<\/strong><\/p>\n<p>Em regra, n\u00e3o \u2014 a LC 140\/2011 consagrou o princ\u00edpio do licenciador \u00fanico para cada empreendimento. Contudo, existem situa\u00e7\u00f5es em que autoriza\u00e7\u00f5es complementares de outras inst\u00e2ncias s\u00e3o necess\u00e1rias em paralelo ao licenciamento ambiental, como outorgas de uso de recursos h\u00eddricos, autoriza\u00e7\u00f5es de supress\u00e3o de vegeta\u00e7\u00e3o nativa, anu\u00eancias de gestores de unidades de conserva\u00e7\u00e3o ou manifesta\u00e7\u00f5es do IPHAN em casos de patrim\u00f4nio hist\u00f3rico. Essas autoriza\u00e7\u00f5es n\u00e3o constituem licen\u00e7as ambientais em sentido estrito, mas funcionam como condicionantes ou pr\u00e9-requisitos do processo.<\/p>\n<p><strong>Como saber se minha atividade precisa de licenciamento ambiental municipal ou estadual?<\/strong><\/p>\n<p>O primeiro passo \u00e9 verificar se o estado onde a atividade est\u00e1 localizada possui legisla\u00e7\u00e3o que delegue ao munic\u00edpio o licenciamento de determinadas atividades e se o munic\u00edpio em quest\u00e3o est\u00e1 habilitado para exercer essa fun\u00e7\u00e3o. Na aus\u00eancia de delega\u00e7\u00e3o formal ou de capacidade institucional municipal, a atribui\u00e7\u00e3o permanece com o estado. Consultar diretamente o \u00f3rg\u00e3o ambiental estadual \u2014 por meio de pedido formal de enquadramento \u2014 \u00e9 a forma mais segura de obter essa defini\u00e7\u00e3o com respaldo jur\u00eddico.<\/p>\n<p><strong>Qual \u00f3rg\u00e3o \u00e9 respons\u00e1vel pelo licenciamento ambiental de empreendimentos rurais?<\/strong><\/p>\n<p>Empreendimentos rurais \u2014 como propriedades agropecu\u00e1rias, agroind\u00fastrias, irriga\u00e7\u00e3o em grande escala e projetos de aquicultura \u2014<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Descubra qual \u00f3rg\u00e3o respons\u00e1vel pelo licenciamento ambiental procurar e evite atrasos custosos no processo de autoriza\u00e7\u00e3o da sua ind\u00fastria.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":654,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-659","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/consultoriaexato.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/659","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/consultoriaexato.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/consultoriaexato.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/consultoriaexato.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/consultoriaexato.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=659"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/consultoriaexato.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/659\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/consultoriaexato.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/654"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/consultoriaexato.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=659"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/consultoriaexato.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=659"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/consultoriaexato.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=659"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}