{"id":33,"date":"2026-08-24T19:45:08","date_gmt":"2026-08-24T22:45:08","guid":{"rendered":"https:\/\/consultoriaexato.com.br\/blog\/?p=33"},"modified":"2026-08-24T19:45:11","modified_gmt":"2026-08-24T22:45:11","slug":"o-que-diz-a-nr-35","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/consultoriaexato.com.br\/blog\/o-que-diz-a-nr-35\/","title":{"rendered":"NR-35: o que diz a norma, o que ela exige e at\u00e9 onde vai o seu escopo"},"content":{"rendered":"<p>Quando uma atividade acima de 2 metros \u00e9 tratada como rotina operacional simples, o risco costuma ficar invis\u00edvel at\u00e9 o primeiro quase acidente, a primeira autua\u00e7\u00e3o ou a primeira queda. Em ambiente industrial, trabalho em altura n\u00e3o pode ser administrado por improviso, percep\u00e7\u00e3o individual ou checklist gen\u00e9rico. A NR-35 exige planejamento, an\u00e1lise de risco, capacita\u00e7\u00e3o, autoriza\u00e7\u00e3o, supervis\u00e3o e resposta a emerg\u00eancias \u2014 e cada um desses elementos precisa funcionar de forma integrada.<\/p>\n<p>Para empresas de m\u00e9dio e grande porte, o tema vai al\u00e9m de cumprir um requisito legal. A gest\u00e3o correta de trabalho em altura interfere na continuidade operacional, na confiabilidade das paradas de manuten\u00e7\u00e3o, na performance de contratadas, na exposi\u00e7\u00e3o a passivos trabalhistas e na maturidade da cultura de seguran\u00e7a. \u00c9 por isso que a NR-35 deve ser lida como norma de governan\u00e7a operacional, n\u00e3o apenas como obriga\u00e7\u00e3o documental.<\/p>\n<p>Este guia re\u00fane o que a norma efetivamente determina, cap\u00edtulo por cap\u00edtulo, o que mudou nas atualiza\u00e7\u00f5es de 2025 e 2026, e onde as n\u00e3o conformidades aparecem com mais frequ\u00eancia em auditoria e em fiscaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>Qual NR fala sobre trabalho em altura<\/h2>\n<p>A norma que regulamenta o trabalho em altura no Brasil \u00e9 a <strong>NR-35 \u2014 Trabalho em Altura<\/strong>, aprovada pela Portaria SIT n\u00ba 313, de 23 de mar\u00e7o de 2012, e reescrita integralmente pela Portaria MTP n\u00ba 4.218, de 20 de dezembro de 2022. Depois disso, recebeu duas atualiza\u00e7\u00f5es relevantes:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Portaria MTE n\u00ba 1.680, de 02 de outubro de 2025<\/strong> \u2014 criou o Anexo III (Escadas de Uso Individual), alterou o subitem 35.6.9.1.1 e incluiu duas defini\u00e7\u00f5es no gloss\u00e1rio.<\/li>\n<li><strong>Portaria MTE n\u00ba 1.259, de 15 de julho de 2026<\/strong> \u2014 inseriu o item 35.4.5, que torna presencial todo treinamento previsto na norma, e redefiniu as regras de an\u00e1lise de risco e de prote\u00e7\u00e3o individual para escadas fixas verticais.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Outras normas tratam de trabalho em altura em contextos espec\u00edficos \u2014 a NR-18 na ind\u00fastria da constru\u00e7\u00e3o, a NR-34 na constru\u00e7\u00e3o e repara\u00e7\u00e3o naval, a NR-12 no acesso a m\u00e1quinas e a NR-33 quando o acesso em altura ocorre dentro de espa\u00e7o confinado. Nenhuma delas substitui a NR-35: elas se somam a ela, cada uma dentro do seu campo de aplica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>O que \u00e9 a NR-35 e qual \u00e9 o objetivo da norma<\/h2>\n<p>O item 35.1.1 estabelece o prop\u00f3sito: fixar os requisitos e as medidas de preven\u00e7\u00e3o para o trabalho em altura, envolvendo <strong>planejamento, organiza\u00e7\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o<\/strong>, de forma a garantir a seguran\u00e7a e a sa\u00fade dos trabalhadores envolvidos direta ou indiretamente com a atividade.<\/p>\n<p>Repare na sequ\u00eancia. A norma n\u00e3o come\u00e7a pelo equipamento \u2014 come\u00e7a pelo planejamento. Essa ordem n\u00e3o \u00e9 ret\u00f3rica: \u00e9 a l\u00f3gica de controle que a fiscaliza\u00e7\u00e3o usa para avaliar se a empresa gerencia o risco ou apenas distribui EPI. Uma planta pode ter todo o arn\u00eas certificado do mercado e ainda assim estar em n\u00e3o conformidade se n\u00e3o houver an\u00e1lise de risco, autoriza\u00e7\u00e3o formal e supervis\u00e3o definida.<\/p>\n<h3>A quem a NR-35 se aplica<\/h3>\n<p>A norma alcan\u00e7a <strong>toda organiza\u00e7\u00e3o e todo trabalhador<\/strong> que executem atividades com risco de queda, sem distin\u00e7\u00e3o de setor econ\u00f4mico ou porte. Isso inclui ind\u00fastria de processo, metalurgia, papel e celulose, alimentos, qu\u00edmica, petr\u00f3leo e g\u00e1s, gera\u00e7\u00e3o e transmiss\u00e3o de energia, telecomunica\u00e7\u00f5es, manuten\u00e7\u00e3o predial, agroind\u00fastria e constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A responsabilidade n\u00e3o para na porta da f\u00e1brica. O item 35.3.1 &#8220;f&#8221; obriga a organiza\u00e7\u00e3o a <strong>acompanhar o cumprimento das medidas de preven\u00e7\u00e3o pelas organiza\u00e7\u00f5es prestadoras de servi\u00e7os<\/strong>. Em plantas industriais, onde boa parte do trabalho em altura \u00e9 executada por contratadas, esse \u00e9 o item que mais aparece em investiga\u00e7\u00e3o de acidente e em an\u00e1lise de responsabilidade.<\/p>\n<h3>A partir de qual altura a NR-35 se aplica<\/h3>\n<p>O item 35.2.1 \u00e9 objetivo: aplica-se a <strong>toda atividade com diferen\u00e7a de n\u00edvel acima de 2,0 m (dois metros) do n\u00edvel inferior, onde haja risco de queda<\/strong>.<\/p>\n<p>Dois pontos costumam ser lidos errado. O primeiro \u00e9 a palavra &#8220;diferen\u00e7a de n\u00edvel&#8221; \u2014 o texto de 2022 abandonou a ideia de &#8220;atividade executada acima de&#8221;, o que deixa claro que po\u00e7os, valas, aberturas de piso e fossos tamb\u00e9m entram no escopo, ainda que o trabalhador esteja no n\u00edvel do solo. O segundo \u00e9 o &#8220;n\u00edvel inferior&#8221;: ele \u00e9 o ponto mais baixo para o qual o trabalhador pode cair, n\u00e3o necessariamente o piso onde ele est\u00e1. Trabalhar sobre uma plataforma a 3 metros do ch\u00e3o, ao lado de uma abertura que d\u00e1 acesso a um fosso de 4 metros, obriga a dimensionar o sistema considerando os 7 metros.<\/p>\n<p>Os dois metros n\u00e3o s\u00e3o um interruptor de seguran\u00e7a, e sim o limite a partir do qual as exig\u00eancias da norma incidem integralmente. Abaixo disso, o risco de queda continua existindo e continua tendo de ser tratado no gerenciamento de riscos ocupacionais da NR-01 \u2014 s\u00f3 n\u00e3o sob o rito da NR-35.<\/p>\n<h2>O que a NR-35 exige: cap\u00edtulo por cap\u00edtulo<\/h2>\n<p>A norma organiza suas exig\u00eancias em quatro blocos operacionais, e \u00e9 assim que ela \u00e9 cobrada em auditoria. Vale seguir essa mesma ordem ao montar ou revisar um programa.<\/p>\n<h3>35.4 \u2014 Autoriza\u00e7\u00e3o, capacita\u00e7\u00e3o e aptid\u00e3o<\/h3>\n<p>Todo trabalho em altura deve ser realizado por <strong>trabalhador formalmente autorizado pela organiza\u00e7\u00e3o<\/strong>. Trabalhador autorizado, pela defini\u00e7\u00e3o do item 35.4.1.1, \u00e9 aquele que re\u00fane tr\u00eas condi\u00e7\u00f5es simult\u00e2neas:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Capacita\u00e7\u00e3o<\/strong> \u2014 treinamento te\u00f3rico e pr\u00e1tico conclu\u00eddo com aprova\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li><strong>Aptid\u00e3o cl\u00ednica<\/strong> \u2014 estado de sa\u00fade avaliado e conclus\u00e3o de apto, consignada no ASO;<\/li>\n<li><strong>Anu\u00eancia formal<\/strong> \u2014 autoriza\u00e7\u00e3o registrada nos documentos funcionais do empregado.<\/li>\n<\/ul>\n<p>A autoriza\u00e7\u00e3o precisa considerar quais atividades o trabalhador vai desenvolver, a capacita\u00e7\u00e3o a que ele foi submetido e a aptid\u00e3o para desempenh\u00e1-las. E a organiza\u00e7\u00e3o deve manter um sistema de identifica\u00e7\u00e3o que permita saber, a qualquer momento, a abrang\u00eancia da autoriza\u00e7\u00e3o de cada trabalhador (35.4.1.3.1). Um crach\u00e1 que diz apenas &#8220;NR-35&#8221; n\u00e3o atende: se o profissional foi capacitado para acesso a plataformas e passa a executar acesso por cordas, a autoriza\u00e7\u00e3o n\u00e3o cobre.<\/p>\n<p>A capacita\u00e7\u00e3o tem carga hor\u00e1ria m\u00ednima de <strong>8 horas no treinamento inicial<\/strong>, com conte\u00fado program\u00e1tico definido no item 35.4.2.1, e <strong>treinamento peri\u00f3dico a cada dois anos<\/strong>, tamb\u00e9m com m\u00ednimo de 8 horas. Desde a Portaria MTE n\u00ba 1.259\/2026, todos esses treinamentos devem ser realizados <strong>na modalidade presencial<\/strong>. Esse \u00e9 o ponto que mais desestruturou programas montados sobre plataformas EAD, porque invalida contratos de treinamento em vigor e obriga a replanejar o calend\u00e1rio de turmas.<\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o de sa\u00fade segue a NR-07, em especial o item 7.5.3, e deve considerar patologias capazes de originar mal s\u00fabito e queda, al\u00e9m dos fatores psicossociais. A aptid\u00e3o espec\u00edfica precisa constar do atestado de sa\u00fade ocupacional \u2014 um ASO gen\u00e9rico n\u00e3o cumpre o item 35.4.4.1.<\/p>\n<h3>35.5 \u2014 Planejamento e organiza\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>Todo trabalho em altura deve ser planejado e organizado, e o planejamento tem uma hierarquia obrigat\u00f3ria (35.5.2):<\/p>\n<ul>\n<li>medidas para <strong>evitar<\/strong> o trabalho em altura, sempre que existir meio alternativo de execu\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>medidas que <strong>eliminem<\/strong> o risco de queda, quando n\u00e3o for poss\u00edvel executar de outra forma;<\/li>\n<li>medidas que <strong>minimizem as consequ\u00eancias<\/strong> da queda, quando o risco n\u00e3o puder ser eliminado.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Essa hierarquia \u00e9 o que separa um programa maduro de um programa de fachada. Baixar um equipamento ao solo para manuten\u00e7\u00e3o, prever ponto de i\u00e7amento no projeto ou instalar guarda-corpo definitivo elimina o problema. Distribuir talabarte resolve a \u00faltima linha da hierarquia \u2014 e s\u00f3 ela.<\/p>\n<p><strong>Todo trabalho em altura deve ser precedido de An\u00e1lise de Risco<\/strong> (35.5.5). A AR tem 13 itens obrigat\u00f3rios de considera\u00e7\u00e3o no subitem 35.5.5.1, entre eles o local e seu entorno, o isolamento e a sinaliza\u00e7\u00e3o, os sistemas e pontos de ancoragem, as condi\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas adversas, o risco de queda de materiais e ferramentas, os trabalhos simult\u00e2neos, as condi\u00e7\u00f5es impeditivas, o sistema de comunica\u00e7\u00e3o, a forma de supervis\u00e3o e \u2014 item que costuma ficar em branco \u2014 <strong>as situa\u00e7\u00f5es de emerg\u00eancia e o planejamento do resgate, de forma a reduzir o tempo de suspens\u00e3o inerte<\/strong>.<\/p>\n<p>Para atividades rotineiras, a AR pode estar contemplada no procedimento operacional (35.5.6). Para <strong>atividades n\u00e3o rotineiras, a Permiss\u00e3o de Trabalho \u00e9 obrigat\u00f3ria<\/strong> (35.5.7). A PT pode ser emitida em meio f\u00edsico ou digital, tem de estar acess\u00edvel no local de execu\u00e7\u00e3o e, ao final, ser encerrada e arquivada de forma rastre\u00e1vel. Sua validade \u00e9 limitada \u00e0 dura\u00e7\u00e3o da atividade, restrita ao turno ou \u00e0 jornada, podendo ser revalidada quando n\u00e3o houver mudan\u00e7a nas condi\u00e7\u00f5es ou na equipe.<\/p>\n<p>H\u00e1 um erro recorrente em plantas industriais: tratar a permiss\u00e3o de trabalho como formul\u00e1rio de libera\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o como instrumento de controle. Quando o documento \u00e9 preenchido sem valida\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica real, ele perde a fun\u00e7\u00e3o preventiva e vira evid\u00eancia burocr\u00e1tica. Em auditoria, isso costuma aparecer. Em acidente, \u00e9 certeza que aparece.<\/p>\n<h3>35.6 \u2014 Sistemas de Prote\u00e7\u00e3o Contra Quedas (SPQ)<\/h3>\n<p>\u00c9 obrigat\u00f3rio utilizar SPQ sempre que n\u00e3o for poss\u00edvel evitar o trabalho em altura. A norma divide o sistema em dois:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>SPCQ \u2014 Sistema de Prote\u00e7\u00e3o Coletiva Contra Quedas<\/strong>: guarda-corpos, plataformas, redes e demais barreiras. Deve ser <strong>projetado por profissional legalmente habilitado<\/strong> (35.6.3.1).<\/li>\n<li><strong>SPIQ \u2014 Sistema de Prote\u00e7\u00e3o Individual Contra Quedas<\/strong>: admitido apenas na impossibilidade de ado\u00e7\u00e3o do SPCQ, quando o coletivo n\u00e3o oferecer prote\u00e7\u00e3o completa, ou para atender situa\u00e7\u00f5es de emerg\u00eancia. Pode ser de restri\u00e7\u00e3o de movimenta\u00e7\u00e3o, reten\u00e7\u00e3o de queda, posicionamento no trabalho ou acesso por cordas.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Requisitos t\u00e9cnicos que a norma fixa e que costumam ser cobrados na inspe\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li>A for\u00e7a de impacto transmitida ao trabalhador em uma eventual queda deve ser de <strong>no m\u00e1ximo 6 kN<\/strong> (35.6.7).<\/li>\n<li>No SPIQ de reten\u00e7\u00e3o de queda e no de acesso por cordas, o EPI deve ser o <strong>cintur\u00e3o de seguran\u00e7a tipo paraquedista<\/strong> (35.6.9), conectado pelo elemento de engate indicado pelo fabricante.<\/li>\n<li>Se o elemento de liga\u00e7\u00e3o para reten\u00e7\u00e3o de queda for talabarte, ele deve ser <strong>talabarte integrado com absorvedor de energia<\/strong> \u2014 reda\u00e7\u00e3o dada pela Portaria MTE n\u00ba 1.680\/2025 ao item 35.6.9.1.1. &#8220;Integrado&#8221; tem defini\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria no gloss\u00e1rio: o absorvedor n\u00e3o pode ser removido sem danificar o talabarte. Conjuntos montados com absorvedor avulso deixaram de atender.<\/li>\n<li>O talabarte n\u00e3o pode ser conectado a outro talabarte, elemento de liga\u00e7\u00e3o ou extensor, nem usado com n\u00f3s ou la\u00e7os (35.6.11.1.1).<\/li>\n<li>O SPIQ passa por <strong>tr\u00eas inspe\u00e7\u00f5es<\/strong>: inicial (entre o recebimento e a primeira utiliza\u00e7\u00e3o), rotineira (antes do in\u00edcio dos trabalhos) e peri\u00f3dica, esta <strong>no m\u00ednimo a cada doze meses<\/strong> (35.6.6.3). Registram-se as inspe\u00e7\u00f5es iniciais, as peri\u00f3dicas e as rotineiras que resultarem em recusa de elemento.<\/li>\n<li>Elementos com defeito, degrada\u00e7\u00e3o, deforma\u00e7\u00e3o ou que tenham sofrido impacto de queda devem ser <strong>inutilizados e descartados<\/strong>, salvo restaura\u00e7\u00e3o prevista em norma t\u00e9cnica e autorizada pelo fabricante.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Sobre pontos de ancoragem, uma corre\u00e7\u00e3o importante: <strong>a NR-35 n\u00e3o fixa o n\u00famero de 15 kN<\/strong>, embora ele circule em muito material do setor. O que a norma exige, no Anexo II, \u00e9 que a estrutura resista \u00e0 for\u00e7a m\u00e1xima aplic\u00e1vel, que a ancoragem estrutural seja projetada e constru\u00edda sob responsabilidade de profissional legalmente habilitado e que o ponto tenha marca\u00e7\u00e3o com identifica\u00e7\u00e3o do fabricante, rastreabilidade e <strong>n\u00famero m\u00e1ximo de trabalhadores conectados simultaneamente ou for\u00e7a m\u00e1xima aplic\u00e1vel<\/strong>. Pontos j\u00e1 instalados sem marca\u00e7\u00e3o precisam ter a informa\u00e7\u00e3o reconstitu\u00edda pelo fabricante ou respons\u00e1vel t\u00e9cnico; sendo imposs\u00edvel, devem ser ensaiados sob responsabilidade de profissional legalmente habilitado. O valor de 15 kN vem de norma t\u00e9cnica de dispositivos de ancoragem (ABNT NBR 16325) \u2014 que \u00e9 refer\u00eancia de projeto, n\u00e3o o texto da NR. A NBR 15475, citada com frequ\u00eancia nesse contexto, trata de qualifica\u00e7\u00e3o e certifica\u00e7\u00e3o de pessoas para acesso por cordas, e n\u00e3o de ancoragem.<\/p>\n<p>A inspe\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica do sistema de ancoragem tamb\u00e9m tem prazo m\u00e1ximo: <strong>n\u00e3o superior a 12 meses<\/strong> (Anexo II, item 4.1.2).<\/p>\n<h3>35.7 \u2014 Emerg\u00eancia e salvamento<\/h3>\n<p>Muitas empresas tratam o plano de emerg\u00eancia para trabalho em altura como item documental de fechamento. \u00c9 um dos pontos mais sens\u00edveis da gest\u00e3o. Uma queda retida pelo sistema n\u00e3o encerra a emerg\u00eancia: dependendo da posi\u00e7\u00e3o da v\u00edtima, do tempo de suspens\u00e3o e da dificuldade de acesso, o agravamento \u00e9 r\u00e1pido.<\/p>\n<p>A norma exige procedimentos de resposta aos cen\u00e1rios de emerg\u00eancia considerando os perigos associados \u00e0 opera\u00e7\u00e3o de resgate, o dimensionamento da equipe, o <strong>tempo estimado para o resgate<\/strong> e as t\u00e9cnicas, equipamentos e sistema dispon\u00edveis, de forma a reduzir o tempo de suspens\u00e3o inerte. Exige ainda <strong>An\u00e1lise de Risco dos pr\u00f3prios cen\u00e1rios de emerg\u00eancia<\/strong> (35.7.1.1) e capacita\u00e7\u00e3o da equipe de salvamento em resgate e primeiros socorros, com aptid\u00e3o f\u00edsica e mental compat\u00edvel.<\/p>\n<p>O plano precisa ser fact\u00edvel. Se o procedimento prev\u00ea um m\u00e9todo de resgate que a equipe n\u00e3o domina, ou equipamento que n\u00e3o est\u00e1 dispon\u00edvel no ponto de uso, a empresa tem um documento, mas n\u00e3o tem resposta operacional. Em \u00e1reas industriais extensas, a dist\u00e2ncia entre a frente de trabalho e o suporte de emerg\u00eancia transforma um evento control\u00e1vel em ocorr\u00eancia grave. Em opera\u00e7\u00f5es maduras, o resgate \u00e9 pensado antes do in\u00edcio do trabalho, n\u00e3o depois da ocorr\u00eancia.<\/p>\n<h2>Responsabilidades: o que cabe \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o e o que cabe ao trabalhador<\/h2>\n<p>O item 35.3.1 lista dez obriga\u00e7\u00f5es da organiza\u00e7\u00e3o. As que mais geram autua\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li>Assegurar a realiza\u00e7\u00e3o da AR e, quando aplic\u00e1vel, a emiss\u00e3o da PT.<\/li>\n<li>Elaborar procedimento operacional para as atividades rotineiras.<\/li>\n<li>Disponibilizar aos integrantes da equipe, por meio de f\u00e1cil acesso, as instru\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a contempladas na AR, na PT e nos procedimentos.<\/li>\n<li>Acompanhar o cumprimento das medidas pelas prestadoras de servi\u00e7os.<\/li>\n<li>Garantir que nenhum trabalho em altura se inicie antes de adotadas as medidas de preven\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>Suspender os trabalhos diante de situa\u00e7\u00e3o de risco n\u00e3o prevista cuja neutraliza\u00e7\u00e3o imediata n\u00e3o seja poss\u00edvel.<\/li>\n<li>Estabelecer sistem\u00e1tica de autoriza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores.<\/li>\n<li><strong>Arquivar a documenta\u00e7\u00e3o prevista na norma por per\u00edodo m\u00ednimo de 5 anos<\/strong>, salvo disposi\u00e7\u00e3o espec\u00edfica em outra NR.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Ao trabalhador cabe cumprir o disposto na NR-35, no item 1.4.2 da NR-01 e nos procedimentos operacionais do empregador. O item 1.4.2 da NR-01 inclui o direito de recusa: interromper atividades quando constatar risco grave e iminente, comunicando imediatamente o superior hier\u00e1rquico.<\/p>\n<p>Esse equil\u00edbrio de responsabilidades importa. Em muitas ocorr\u00eancias, o problema n\u00e3o est\u00e1 no comportamento individual, mas em falhas de estrutura: ancoragem mal definida, linha de vida inadequada, press\u00e3o por prazo, aus\u00eancia de isolamento, treinamento vencido ou supervis\u00e3o meramente formal.<\/p>\n<h2>Os anexos da NR-35<\/h2>\n<p>A norma tem tr\u00eas anexos, e eles s\u00e3o frequentemente ignorados em auditorias internas.<\/p>\n<h3>Anexo I \u2014 Acesso por cordas<\/h3>\n<p>Trata da t\u00e9cnica de progress\u00e3o com cordas para ascender, descender ou se deslocar horizontalmente, normalmente com dois sistemas fixados de forma independente \u2014 um de acesso e outro de seguran\u00e7a, este conectado ao cintur\u00e3o tipo paraquedista. Em planos inclinados, a aplica\u00e7\u00e3o do anexo \u00e9 definida por An\u00e1lise de Risco.<\/p>\n<h3>Anexo II \u2014 Sistemas de ancoragem<\/h3>\n<p>Define o sistema de ancoragem como conjunto de componentes do SPIQ que incorpora um ou mais pontos de ancoragem, para reten\u00e7\u00e3o de queda, restri\u00e7\u00e3o de movimenta\u00e7\u00e3o, posicionamento no trabalho ou acesso por corda. Fixa as regras de projeto, marca\u00e7\u00e3o, rastreabilidade, instala\u00e7\u00e3o por trabalhadores capacitados e inspe\u00e7\u00e3o inicial e peri\u00f3dica.<\/p>\n<h3>Anexo III \u2014 Escadas de uso individual<\/h3>\n<p>Criado pela Portaria MTE n\u00ba 1.680\/2025 e em vigor desde 1\u00ba de janeiro de 2026, \u00e9 a mudan\u00e7a mais concreta dos \u00faltimos anos. Ele preencheu uma lacuna: escadas eram, at\u00e9 ent\u00e3o, tratadas apenas por disposi\u00e7\u00f5es gerais.<\/p>\n<p>O anexo se aplica \u00e0s <strong>escadas de uso individual<\/strong> \u2014 expressamente n\u00e3o alcan\u00e7a escadas de uso coletivo \u2014 e as classifica em tr\u00eas tipos: <strong>escada fixa vertical<\/strong>, <strong>escada port\u00e1til de encosto (fixa ou extens\u00edvel)<\/strong> e <strong>escada port\u00e1til autossustent\u00e1vel<\/strong>. Ao contr\u00e1rio do que se l\u00ea em boa parte do material que circula sobre o tema, escadas fixas verticais est\u00e3o dentro do escopo, n\u00e3o fora dele.<\/p>\n<p>Os pontos que mais impactam a opera\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Hierarquia de escolha do meio de acesso fixo<\/strong> (item 4.1.2): acesso direto do solo ou do piso; ou rampa\/escada de uso coletivo; ou escada de inclina\u00e7\u00e3o elevada; ou, por \u00faltimo, escada fixa vertical. A escada fixa vertical de uso individual s\u00f3 pode ser usada em caso de <strong>comprovada inviabilidade t\u00e9cnica<\/strong> dos demais meios.<\/li>\n<li><strong>An\u00e1lise de risco pr\u00e9via<\/strong> ao uso da escada como meio de acesso ou posto de trabalho, considerando tamb\u00e9m qual \u00e9 o equipamento de acesso mais adequado \u00e0 tarefa, sob os aspectos de seguran\u00e7a e ergonomia.<\/li>\n<li><strong>Capacita\u00e7\u00e3o<\/strong> espec\u00edfica: o conte\u00fado do cap\u00edtulo 35.4 deve incluir a utiliza\u00e7\u00e3o segura de escada de uso individual.<\/li>\n<li><strong>Requisitos gerais<\/strong>: a escada deve ser certificada, ou fabricada conforme normas t\u00e9cnicas nacionais sob responsabilidade de profissional legalmente habilitado, ou projetada por profissional legalmente habilitado. Deve resistir \u00e0s cargas aplicadas, n\u00e3o causar les\u00f5es ao usu\u00e1rio, e ser submetida a inspe\u00e7\u00e3o inicial e peri\u00f3dica. Uso por uma pessoa de cada vez, salvo especifica\u00e7\u00e3o do fabricante.<\/li>\n<li><strong>Escada fixa vertical<\/strong>: largura entre 0,40 m e 0,60 m; espa\u00e7amento entre degraus de 0,25 m a 0,30 m; corrim\u00e3o ou continua\u00e7\u00e3o dos montantes ultrapassando o piso superior entre 1,10 m e 1,20 m; afastamento m\u00ednimo de 0,15 m da estrutura; sistema de prote\u00e7\u00e3o contra quedas conforme o item 35.6; projeto elaborado por profissional legalmente habilitado. Acima de <strong>10 metros<\/strong>, plataformas de descanso, com no m\u00e1ximo <strong>6 metros<\/strong> entre elas.<\/li>\n<li><strong>Escada port\u00e1til<\/strong>: uso restrito a servi\u00e7os de pequeno porte e acessos tempor\u00e1rios; <strong>tr\u00eas pontos de apoio<\/strong> na subida e descida; quando usada como posto de trabalho e n\u00e3o for poss\u00edvel manter os tr\u00eas pontos, \u00e9 obrigat\u00f3rio o SPQ. A organiza\u00e7\u00e3o deve ter procedimento operacional de uso e manuten\u00e7\u00e3o, e a escada precisa de marca\u00e7\u00e3o vis\u00edvel com dados do fabricante, m\u00eas\/ano de fabrica\u00e7\u00e3o ou n\u00famero de s\u00e9rie, peso, inclina\u00e7\u00e3o de uso seguro, carga m\u00e1xima e isolamento el\u00e9trico, se houver.<\/li>\n<li><strong>Limites dimensionais<\/strong>: escada port\u00e1til de encosto com no m\u00e1ximo <strong>7 metros<\/strong> de comprimento e ultrapassagem m\u00ednima de <strong>1 metro<\/strong> acima do n\u00edvel superior quando usada como meio de acesso; escada autossustent\u00e1vel com no m\u00e1ximo <strong>6 metros<\/strong> fechada. \u00c9 vedado posicionar escada de encosto perto de portas, \u00e1reas de circula\u00e7\u00e3o e aberturas, salvo com medidas de preven\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li><strong>Escada extens\u00edvel<\/strong>: fixa\u00e7\u00e3o em mais de um ponto; guias e travas que assegurem o travamento; dispositivo limitador de curso no quarto v\u00e3o a partir da catraca ou, na sua aus\u00eancia, mecanismo que garanta sobreposi\u00e7\u00e3o m\u00ednima de 1 metro entre os lances.<\/li>\n<\/ul>\n<p>A Portaria MTE n\u00ba 1.259\/2026 ajustou a transi\u00e7\u00e3o para escadas fixas verticais j\u00e1 instaladas ou com projeto aprovado, contratado ou em execu\u00e7\u00e3o, e substituiu a exig\u00eancia gen\u00e9rica de SPIQ nesses casos por an\u00e1lise de risco espec\u00edfica, com prazos escalonados conforme o n\u00famero de escadas do parque \u2014 1 ano at\u00e9 500 escadas, 2 anos de 501 a 1.000 e 3 anos acima de 1.000. A organiza\u00e7\u00e3o precisa manter \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o da Inspe\u00e7\u00e3o do Trabalho a documenta\u00e7\u00e3o que comprove as datas de aprova\u00e7\u00e3o, contrata\u00e7\u00e3o ou execu\u00e7\u00e3o do projeto.<\/p>\n<h2>Onde as empresas mais falham<\/h2>\n<p>A maior parte das n\u00e3o conformidades em NR-35 n\u00e3o nasce do desconhecimento da norma. Nasce da dist\u00e2ncia entre o procedimento escrito e a pr\u00e1tica de campo. H\u00e1 empresas com documenta\u00e7\u00e3o extensa e controle operacional fr\u00e1gil, especialmente quando o servi\u00e7o \u00e9 executado por contratadas ou em janelas curtas de manuten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>An\u00e1lise de risco gen\u00e9rica.<\/strong> Quando o mesmo documento serve para telhado, plataforma, escada marinheiro, andaime e acesso eventual, a empresa perde a capacidade de tratar perigos espec\u00edficos \u2014 e perde exatamente o que a norma pede nos 13 itens do subitem 35.5.5.1.<\/p>\n<p><strong>Autoriza\u00e7\u00e3o sem lastro.<\/strong> Trabalhadores autorizados sem valida\u00e7\u00e3o consistente de aptid\u00e3o, treinamento, experi\u00eancia e entendimento do procedimento aplic\u00e1vel. Ou autoriza\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica, sem definir a abrang\u00eancia exigida pelo item 35.4.1.3.1.<\/p>\n<p><strong>Ancoragem improvisada.<\/strong> O ponto de fixa\u00e7\u00e3o escolhido por conveni\u00eancia, sem mem\u00f3ria de c\u00e1lculo, sem marca\u00e7\u00e3o, sem verifica\u00e7\u00e3o de resist\u00eancia ou sem compatibilidade com o sistema adotado. Em caso de queda, esse detalhe deixa de ser detalhe.<\/p>\n<p><strong>Falsa sensa\u00e7\u00e3o de controle pelo treinamento inicial.<\/strong> Capacitar \u00e9 obrigat\u00f3rio, mas n\u00e3o substitui supervis\u00e3o, reciclagem contextualizada e disciplina operacional. O trabalhador pode conhecer o conte\u00fado da norma e ainda assim ser exposto a uma condi\u00e7\u00e3o insegura criada pela pressa ou por decis\u00e3o operacional inadequada.<\/p>\n<p><strong>Plano de resgate no papel.<\/strong> Sem equipe dimensionada, sem tempo estimado e sem equipamento no ponto de uso, o plano n\u00e3o existe operacionalmente.<\/p>\n<p><strong>Registro de inspe\u00e7\u00e3o ausente.<\/strong> A norma exige registro das inspe\u00e7\u00f5es inicial e peri\u00f3dica do SPIQ e das rotineiras que recusaram elemento. \u00c9 um dos primeiros documentos pedidos em fiscaliza\u00e7\u00e3o e um dos que mais frequentemente n\u00e3o existe.<\/p>\n<h2>Contratadas e governan\u00e7a de risco<\/h2>\n<p>Na ind\u00fastria, grande parte das atividades em altura \u00e9 executada por empresas contratadas \u2014 o que amplia a necessidade de governan\u00e7a. Validar documentos de forma administrativa n\u00e3o basta: \u00e9 necess\u00e1rio verificar compet\u00eancia t\u00e9cnica, treinamento, compatibilidade dos procedimentos, integridade dos equipamentos e ader\u00eancia \u00e0s regras da planta.<\/p>\n<p>A contratante continua exposta ao risco operacional e regulat\u00f3rio quando a gest\u00e3o de prestadoras \u00e9 superficial. Esse \u00e9 um ponto decisivo em auditorias, investiga\u00e7\u00f5es de acidentes e an\u00e1lises de responsabilidade. Quando h\u00e1 m\u00faltiplas contratadas atuando simultaneamente, o controle de interface se torna ainda mais relevante \u2014 e o subitem 35.5.5.1 &#8220;g&#8221; cobra exatamente isso, ao exigir que a AR considere os trabalhos simult\u00e2neos que apresentem riscos espec\u00edficos.<\/p>\n<p>Uma gest\u00e3o eficiente estabelece crit\u00e9rios de homologa\u00e7\u00e3o, integra\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, libera\u00e7\u00e3o de atividade com valida\u00e7\u00e3o em campo, acompanhamento por amostragem e tratamento imediato de desvios. Isso reduz variabilidade e aumenta previsibilidade operacional, especialmente em paradas, obras e interven\u00e7\u00f5es n\u00e3o rotineiras.<\/p>\n<h2>Como implementar a NR-35 na empresa<\/h2>\n<p>Um programa consistente come\u00e7a com <strong>mapeamento real das atividades<\/strong>. Antes de revisar documentos, \u00e9 preciso entender onde a altura existe, como o acesso ocorre, quem executa, quais interfaces est\u00e3o presentes e quais controles j\u00e1 s\u00e3o usados. Esse diagn\u00f3stico evita dois extremos comuns: supercontrole desnecess\u00e1rio em atividades simples e subcontrole em cen\u00e1rios cr\u00edticos.<\/p>\n<p>Na sequ\u00eancia, a empresa define crit\u00e9rios objetivos para an\u00e1lise de risco, emiss\u00e3o de permiss\u00e3o de trabalho, forma de supervis\u00e3o e sele\u00e7\u00e3o das medidas de prote\u00e7\u00e3o \u2014 priorizando elimina\u00e7\u00e3o do risco e prote\u00e7\u00e3o coletiva, e usando EPI como parte do sistema, n\u00e3o como solu\u00e7\u00e3o \u00fanica.<\/p>\n<p>A padroniza\u00e7\u00e3o precisa ser clara o suficiente para garantir repetibilidade, mas flex\u00edvel para acomodar cen\u00e1rios distintos. O acesso a um mezanino fixo n\u00e3o demanda a mesma abordagem de uma interven\u00e7\u00e3o sobre cobertura fr\u00e1gil durante parada de manuten\u00e7\u00e3o. O procedimento deve refletir essa diferen\u00e7a. E a capacita\u00e7\u00e3o precisa conversar com os riscos reais da opera\u00e7\u00e3o, com os tipos de acesso existentes e com os desvios historicamente observados na unidade \u2014 quando o treinamento \u00e9 gen\u00e9rico demais, a ades\u00e3o cai e a reten\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica \u00e9 limitada.<\/p>\n<h3>Checklist de conformidade NR-35<\/h3>\n<ul>\n<li>Todas as atividades com diferen\u00e7a de n\u00edvel acima de 2,0 m est\u00e3o mapeadas e documentadas?<\/li>\n<li>Existe procedimento operacional escrito para cada atividade rotineira em altura?<\/li>\n<li>Todos os executantes t\u00eam capacita\u00e7\u00e3o inicial v\u00e1lida e peri\u00f3dico dentro de dois anos, em modalidade presencial?<\/li>\n<li>Os ASOs registram expressamente a aptid\u00e3o para trabalho em altura?<\/li>\n<li>A autoriza\u00e7\u00e3o est\u00e1 consignada nos documentos funcionais, com abrang\u00eancia identific\u00e1vel?<\/li>\n<li>A AR \u00e9 elaborada antes de cada atividade e contempla os 13 itens do subitem 35.5.5.1, incluindo resgate e forma de supervis\u00e3o?<\/li>\n<li>A PT \u00e9 emitida para toda atividade n\u00e3o rotineira, fica acess\u00edvel no local e \u00e9 encerrada e arquivada de forma rastre\u00e1vel?<\/li>\n<li>O SPCQ tem projeto de profissional legalmente habilitado?<\/li>\n<li>Os talabartes de reten\u00e7\u00e3o de queda s\u00e3o integrados com absorvedor de energia?<\/li>\n<li>Os pontos de ancoragem t\u00eam marca\u00e7\u00e3o com for\u00e7a m\u00e1xima aplic\u00e1vel ou n\u00famero de trabalhadores simult\u00e2neos?<\/li>\n<li>As inspe\u00e7\u00f5es peri\u00f3dicas do SPIQ e do sistema de ancoragem est\u00e3o dentro dos 12 meses e registradas?<\/li>\n<li>H\u00e1 plano de resgate por frente de trabalho, com equipe dimensionada, tempo estimado e equipamento no ponto de uso?<\/li>\n<li>As escadas de uso individual atendem ao Anexo III, com procedimento, marca\u00e7\u00e3o e inspe\u00e7\u00f5es?<\/li>\n<li>Os certificados, ASOs e autoriza\u00e7\u00f5es de terceiros s\u00e3o verificados antes da libera\u00e7\u00e3o de acesso?<\/li>\n<li>A documenta\u00e7\u00e3o est\u00e1 arquivada por, no m\u00ednimo, 5 anos?<\/li>\n<\/ul>\n<p>Cada &#8220;n\u00e3o&#8221; nesse checklist \u00e9 um ponto de vulnerabilidade legal e operacional. Quando as lacunas s\u00e3o muitas, resolv\u00ea-las isoladamente costuma custar mais caro do que estruturar a adequa\u00e7\u00e3o de uma vez \u2014 \u00e9 o tipo de trabalho que a Exato conduz em <a href=\"https:\/\/consultoriaexato.com.br\/empresa-de-seguranca-do-trabalho\">projetos de adequa\u00e7\u00e3o e conformidade em seguran\u00e7a do trabalho para a ind\u00fastria<\/a>.<\/p>\n<h2>Penalidades pelo descumprimento<\/h2>\n<p>As infra\u00e7\u00f5es \u00e0s normas regulamentadoras s\u00e3o tipificadas e graduadas pela <strong>NR-28 \u2014 Fiscaliza\u00e7\u00e3o e Penalidades<\/strong>, atualizada pela Portaria MTE n\u00ba 104\/2026, com efeitos para autos lavrados a partir de 30 de janeiro de 2026. Os valores s\u00e3o reajustados anualmente, conforme o \u00a7 2\u00ba do art. 634 da CLT, e variam com a gravidade da infra\u00e7\u00e3o e o porte da empresa. Em 2026, a faixa aplic\u00e1vel a infra\u00e7\u00f5es de SST vai de algumas centenas de reais a dezenas de milhares de reais <strong>por trabalhador exposto<\/strong> \u2014 o que, em uma frente com dezenas de pessoas, multiplica rapidamente.<\/p>\n<p>A multa, por\u00e9m, raramente \u00e9 o maior custo. Situa\u00e7\u00f5es de risco grave e iminente autorizam <strong>embargo ou interdi\u00e7\u00e3o<\/strong>, com parada de \u00e1rea ou de equipamento \u2014 e o impacto operacional disso, em uma planta, supera qualquer valor de auto de infra\u00e7\u00e3o. H\u00e1 ainda a responsabiliza\u00e7\u00e3o civil e criminal em caso de acidente, a a\u00e7\u00e3o regressiva do INSS e o efeito sobre o FAP. A aus\u00eancia de AR, PT, ASO com aptid\u00e3o espec\u00edfica e registros de capacita\u00e7\u00e3o agrava a posi\u00e7\u00e3o da empresa em qualquer desses cen\u00e1rios, porque configura descumprimento objetivo da norma.<\/p>\n<h2>NR-35 e as demais normas regulamentadoras<\/h2>\n<p>A NR-35 n\u00e3o trabalha sozinha. Ela se conecta, no m\u00ednimo, com:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>NR-01<\/strong> \u2014 gerenciamento de riscos ocupacionais, PGR e regras gerais de capacita\u00e7\u00e3o, al\u00e9m do direito de recusa (item 1.4.2).<\/li>\n<li><strong>NR-06<\/strong> \u2014 Certificado de Aprova\u00e7\u00e3o dos EPIs utilizados no SPIQ.<\/li>\n<li><strong>NR-07<\/strong> \u2014 PCMSO e a avalia\u00e7\u00e3o de sa\u00fade referida no item 35.4.4.<\/li>\n<li><strong>NR-12<\/strong> \u2014 acesso seguro a m\u00e1quinas e equipamentos, incluindo plataformas e escadas de manuten\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li><strong>NR-18<\/strong> \u2014 ind\u00fastria da constru\u00e7\u00e3o; convive com a NR-35, sem substitu\u00ed-la.<\/li>\n<li><strong>NR-33<\/strong> \u2014 quando o trabalho em altura ocorre em espa\u00e7o confinado, as duas normas incidem ao mesmo tempo e o resgate precisa ser planejado para o cen\u00e1rio combinado.<\/li>\n<li><strong>NR-34<\/strong> \u2014 constru\u00e7\u00e3o e repara\u00e7\u00e3o naval.<\/li>\n<li><strong>NR-28<\/strong> \u2014 fiscaliza\u00e7\u00e3o e penalidades.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Em plantas com fontes reguladas, h\u00e1 ainda uma camada adicional: medidores nucleares de n\u00edvel e densidade instalados em silos, chutes e tubula\u00e7\u00f5es exigem acesso em altura para inspe\u00e7\u00e3o, teste de fuga e manuten\u00e7\u00e3o \u2014 e o trabalhador envolvido \u00e9, ao mesmo tempo, indiv\u00edduo ocupacionalmente exposto sob as regras da CNEN. Nesses casos, a autoriza\u00e7\u00e3o para trabalho em altura precisa conversar com o programa de prote\u00e7\u00e3o radiol\u00f3gica, tema tratado na p\u00e1gina da Exato sobre <a href=\"https:\/\/consultoriaexato.com.br\/supervisor-de-radioprotecao\">supervis\u00e3o e assessoria em radioprote\u00e7\u00e3o para medidores nucleares<\/a>.<\/p>\n<p>O mesmo vale para as interfaces ambientais: amostragem em chamin\u00e9s, inspe\u00e7\u00e3o de sistemas de controle de emiss\u00f5es e coleta em pontos elevados s\u00e3o atividades de altura que fazem parte de programas de <a href=\"https:\/\/consultoriaexato.com.br\/consultoria-ambiental\">monitoramento de emiss\u00f5es atmosf\u00e9ricas e conformidade ambiental<\/a>. Quando as duas frentes s\u00e3o planejadas separadamente, o acesso costuma ser improvisado no dia da campanha.<\/p>\n<h2>O valor de tratar a NR-35 com profundidade<\/h2>\n<p>Cumprir a NR-35 com consist\u00eancia melhora mais do que indicadores de seguran\u00e7a. Melhora a qualidade do planejamento, reduz interrup\u00e7\u00f5es, fortalece a disciplina operacional e protege a empresa em auditorias, fiscaliza\u00e7\u00f5es e investiga\u00e7\u00f5es. Em opera\u00e7\u00f5es industriais maduras, seguran\u00e7a do trabalho n\u00e3o concorre com produtividade: ela organiza a produtividade para que o resultado seja sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 o ponto em que o apoio t\u00e9cnico faz diferen\u00e7a \u2014 transformar exig\u00eancia normativa em processo aplic\u00e1vel, verific\u00e1vel e aderente \u00e0 rotina da planta. Quando a estrutura de gest\u00e3o \u00e9 desenhada com leitura de campo, vis\u00e3o regulat\u00f3ria e crit\u00e9rio t\u00e9cnico, a norma deixa de ser item de cobran\u00e7a e passa a ser parte da confiabilidade operacional.<\/p>\n<p>Em trabalho em altura, a pergunta mais \u00fatil n\u00e3o \u00e9 se a empresa tem procedimento. \u00c9 se o procedimento resiste \u00e0 realidade do campo, \u00e0 press\u00e3o por prazo e ao momento em que algu\u00e9m precisa decidir com rapidez. Quando essa resposta \u00e9 s\u00f3lida, o padr\u00e3o de seguran\u00e7a sobe junto com a maturidade da opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>Perguntas frequentes sobre a NR-35<\/h2>\n<h3>Qual NR fala sobre trabalho em altura?<\/h3>\n<p>A NR-35 \u2014 Trabalho em Altura. Ela foi aprovada pela Portaria SIT n\u00ba 313\/2012, reescrita pela Portaria MTP n\u00ba 4.218\/2022 e atualizada pelas Portarias MTE n\u00ba 1.680\/2025 e n\u00ba 1.259\/2026. NR-18, NR-34, NR-12 e NR-33 tratam de altura em contextos espec\u00edficos, mas n\u00e3o substituem a NR-35.<\/p>\n<h3>A partir de qual altura a NR-35 se aplica?<\/h3>\n<p>A partir de diferen\u00e7a de n\u00edvel <strong>acima de 2,0 metros<\/strong> do n\u00edvel inferior, onde haja risco de queda. N\u00e3o h\u00e1 exce\u00e7\u00e3o por tempo de exposi\u00e7\u00e3o, tipo de superf\u00edcie ou aparente estabilidade. E o crit\u00e9rio de &#8220;diferen\u00e7a de n\u00edvel&#8221; alcan\u00e7a tamb\u00e9m po\u00e7os, valas e aberturas de piso.<\/p>\n<h3>O que a NR-35 exige, em resumo?<\/h3>\n<p>Trabalhador formalmente autorizado (capacitado, apto e com anu\u00eancia registrada); planejamento com hierarquia de preven\u00e7\u00e3o; An\u00e1lise de Risco antes de todo trabalho em altura; Permiss\u00e3o de Trabalho para atividades n\u00e3o rotineiras; Sistema de Prote\u00e7\u00e3o Contra Quedas selecionado conforme a AR, com prioridade ao coletivo; inspe\u00e7\u00f5es inicial, rotineira e peri\u00f3dica; procedimentos de emerg\u00eancia e salvamento; e arquivamento da documenta\u00e7\u00e3o por, no m\u00ednimo, 5 anos.<\/p>\n<h3>A Permiss\u00e3o de Trabalho \u00e9 obrigat\u00f3ria em todo trabalho em altura?<\/h3>\n<p>N\u00e3o. A PT \u00e9 obrigat\u00f3ria para atividades <strong>n\u00e3o rotineiras<\/strong>. Para atividades rotineiras, a An\u00e1lise de Risco pode estar contemplada no procedimento operacional, que precisa conter o detalhamento da tarefa, as medidas de preven\u00e7\u00e3o, as condi\u00e7\u00f5es impeditivas, os sistemas de prote\u00e7\u00e3o necess\u00e1rios e as compet\u00eancias e responsabilidades.<\/p>\n<h3>O que a NR-35 diz sobre escadas?<\/h3>\n<p>Desde 1\u00ba de janeiro de 2026 vigora o Anexo III \u2014 Escadas de Uso Individual, criado pela Portaria MTE n\u00ba 1.680\/2025. Ele classifica as escadas em fixa vertical, port\u00e1til de encosto (fixa ou extens\u00edvel) e port\u00e1til autossustent\u00e1vel, estabelece hierarquia de escolha do meio de acesso, exige an\u00e1lise de risco pr\u00e9via, procedimento operacional, marca\u00e7\u00e3o, inspe\u00e7\u00f5es e fixa limites dimensionais \u2014 entre eles 7 metros para escada de encosto, 6 metros para autossustent\u00e1vel fechada e plataformas de descanso a cada 6 metros em escadas fixas verticais acima de 10 metros.<\/p>\n<h3>O treinamento de NR-35 ainda pode ser feito a dist\u00e2ncia?<\/h3>\n<p>N\u00e3o. O item 35.4.5, inserido pela Portaria MTE n\u00ba 1.259\/2026, determina que os treinamentos previstos na norma sejam realizados <strong>na modalidade presencial<\/strong> \u2014 inicial, peri\u00f3dico e eventual. Conte\u00fado digital s\u00f3 pode ser usado como apoio, sem substituir a carga hor\u00e1ria obrigat\u00f3ria. A portaria concedeu prazo de transi\u00e7\u00e3o de um ano para treinamentos h\u00edbridos j\u00e1 iniciados.<\/p>\n<h3>Qual \u00e9 a resist\u00eancia m\u00ednima exigida para o ponto de ancoragem?<\/h3>\n<p>A NR-35 n\u00e3o fixa um valor num\u00e9rico. Ela exige que a estrutura resista \u00e0 <strong>for\u00e7a m\u00e1xima aplic\u00e1vel<\/strong>, que a ancoragem estrutural seja projetada por profissional legalmente habilitado e que o ponto tenha marca\u00e7\u00e3o indicando o n\u00famero m\u00e1ximo de trabalhadores conectados simultaneamente ou a for\u00e7a m\u00e1xima aplic\u00e1vel. O valor de 15 kN, muito citado, vem de norma t\u00e9cnica de dispositivos de ancoragem (ABNT NBR 16325), que \u00e9 refer\u00eancia de projeto \u2014 n\u00e3o do texto da NR-35.<\/p>\n<h3>Quanto tempo a empresa precisa guardar a documenta\u00e7\u00e3o da NR-35?<\/h3>\n<p>No m\u00ednimo <strong>5 anos<\/strong>, conforme o item 35.3.1 &#8220;j&#8221;, exceto se houver disposi\u00e7\u00e3o espec\u00edfica em outra Norma Regulamentadora. Isso vale para AR, PT, registros de capacita\u00e7\u00e3o, autoriza\u00e7\u00f5es, registros de inspe\u00e7\u00e3o do SPIQ e do sistema de ancoragem.<\/p>\n<h3>O que acontece se a empresa n\u00e3o cumprir a NR-35?<\/h3>\n<p>A empresa fica sujeita a autua\u00e7\u00e3o pela Inspe\u00e7\u00e3o do Trabalho, com multas graduadas pela NR-28 por trabalhador exposto, e a embargo ou interdi\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de risco grave e iminente. Em caso de acidente, somam-se a responsabiliza\u00e7\u00e3o civil e criminal, a a\u00e7\u00e3o regressiva do INSS e o impacto no FAP.<\/p>\n<h3>O trabalhador pode se recusar a executar trabalho em altura?<\/h3>\n<p>Sim. O item 1.4.2 da NR-01, referido pelo item 35.3.2 da NR-35, assegura ao trabalhador o direito de interromper a atividade diante de evid\u00eancia de risco grave e iminente, comunicando imediatamente o superior hier\u00e1rquico. O exerc\u00edcio desse direito n\u00e3o pode gerar penaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>Estruturar a NR-35 na sua planta<\/h2>\n<p>Adequar uma opera\u00e7\u00e3o industrial \u00e0 NR-35 envolve invent\u00e1rio de atividades, revis\u00e3o de procedimentos, an\u00e1lise de risco por cen\u00e1rio, dimensionamento de sistemas de prote\u00e7\u00e3o, plano de resgate fact\u00edvel e controle de contratadas \u2014 com evid\u00eancia documental capaz de sustentar uma fiscaliza\u00e7\u00e3o ou uma per\u00edcia.<\/p>\n<p>A Exato Solu\u00e7\u00f5es Ocupacionais e Ambientais conduz esse trabalho em plantas industriais, sob responsabilidade t\u00e9cnica do engenheiro Paulo Cassim (CREA-SP 5061290894). Para discutir o diagn\u00f3stico da sua opera\u00e7\u00e3o, fale com a equipe pelo telefone <strong>(16) 99788-8750<\/strong> ou pelo e-mail <strong>contato@consultoriaexato.com.br<\/strong>.<\/p>\n<h2>Conte\u00fado relacionado<\/h2>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/consultoriaexato.com.br\/blog\/plano-de-resgate-em-altura-e-espacos-confinados\/\">Plano de resgate em altura e espa\u00e7o confinado<\/a> \u2014 quando o plano de resgate da pr\u00f3pria NR-35 precisa considerar tamb\u00e9m o ambiente confinado.<\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/consultoriaexato.com.br\/blog\/nr-33\/\">NR-33: o que \u00e9, o que exige e o que mudou em 2022<\/a> \u2014 quando o acesso em altura acontece dentro de um espa\u00e7o confinado, sob a NR-33.<\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/consultoriaexato.com.br\/blog\/permissao-de-trabalho\/\">Permiss\u00e3o de Trabalho: exig\u00eancia, conte\u00fado e validade pelas NRs<\/a> \u2014 quando a autoriza\u00e7\u00e3o de trabalho em altura precisa ser formalizada como permiss\u00e3o de trabalho.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Guia t\u00e9cnico da NR-35 para a ind\u00fastria: o que a norma diz, o que ela cobra em cada cap\u00edtulo, o que mudou em 2025 e 2026 e onde as empresas mais falham na pr\u00e1tica.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":36,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[10,13,7,9,12,8],"class_list":["post-33","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-trabalho-em-altura","tag-analise-de-risco","tag-anexo-iii","tag-nr-35","tag-permissao-de-trabalho","tag-spiq","tag-trabalho-em-altura"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/consultoriaexato.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/consultoriaexato.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/consultoriaexato.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/consultoriaexato.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/consultoriaexato.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/consultoriaexato.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":49,"href":"https:\/\/consultoriaexato.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33\/revisions\/49"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/consultoriaexato.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/36"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/consultoriaexato.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/consultoriaexato.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/consultoriaexato.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}